|
|

|
Adoção
Não somos pais por acaso. Nossos filhos não "surgem" em nossos braços para serem amados. Frutos de uma união, homem e mulher, parecem assustar-nos no início. É preciso adotá-los!
Quando nascem, mal os reconhecemos. Tentamos nos ver em seus olhos, boquinha, covinhas, marquinhas de nascença. "É a cara do pai, tem o jeito da mãe", dizem para nos agradar. Ou para que nos convençamos de que nós os escolhemos. E, no entanto, não foram escolha nossa.
É preciso que essa escolha seja feita a cada dia. Conforme crescem, conforme adquirem nossos valores, vamos aprendendo a amá-los. Ou não.
Adotar um filho não é tarefa fácil. Nossa carga genética está nele, mas nós mesmos não estamos. E queremos muito que sejam um espelho nosso.
Adotar um filho é tarefa mansinha. Há que se ter paciência, ir se aproximando com cuidado, porque estamos ambos ressabiados com essa convivência que surge de repente, com essa invasão de espaço e tempo.
Adotar um filho é tarefa doce e amarga. Há os momentos lindos, os sorrisos e abraços, mas há também as gripes, febres, birras e choros.
Adotar um filho, quer seja nosso, quer tenha vindo de outro útero, é tarefa de amor. É se doar de uma forma que nem se imaginava capaz, é ter braços maiores do que o mundo para acolhê-lo, é ter paciência maior que a de Jó para entendê-lo...
Todos nós estamos adotando nossos filhos dia-a-dia. E devagarinho vamos colhendo os frutos de tudo que semeamos neles...
(Foto - site Anne Geddes)
31/03/2005
Publicado por Roberta Ramos
|
| MEU PERFIL |
 |



|
BRASIL, RIO DE JANEIRO, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Livros, Informática e Internet, Música |

|